sábado, 20 de novembro de 2010

Dia do consciente...


Por mais estranho que soe, mas não leva a nada ter um dia assim voltado ao consciente...
Aqui dentro, dentro das linhas, pode até caber as inúmeras falas resgatadas por repóteres, cronistas, poetas e gente má que nem lê, sobre o que hoje significa.
Belas culturas? A arte e a literatura? Os preconceitos? Os abusos e diferenças ainda visíveis? Bem, um tanto quanto promíscuo afirmar que hoje é um dia especial. Sério!
Como o dia de tantos mártires pode ser especial? Como se pode comemorar o dia da consciência, se esta ainda fala aos cochichos para os mais surdos ouvidos da sociedade?
Manifesta-se a cultura, mas que a dança ainda vingue pelas ladeiras do ser, pois por onde a consciência ainda não impera, morre-se o de pele preta de fome e de frio e, enquanto somos mídias, fingimos de cego para o descartar de sonhos que levam multidões ao matadouro da falta de ajuda.
Não há, senhores e senhoras, traição maior do que se abster da realidade. A cultura merece sim ser festejada, mas não em doses industriais. Quanto ao nascer do sol da liberdade, bem que se poderia encontrar dentro dos olhos perdidos da crianas famintas uma dose de consciência corrompida. A quimera de todos nós, de nosso tempos ainda, é a indiferença e esta ainda se alimenta de pecados enterrados por nós, mas nunca mortos. Feliz consciência, quem sabe...

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