sábado, 13 de novembro de 2010

Fitei o tempo.


Pois é, quanto tempo falta para o dia terminar? Quanto falta pro jogo acabar e pro grito de "é campeão"?. Nem me fale, qualquer realidade dessas é tão imprópria de sobreavisos que, ao entardecer das coisas, simplesmente não existe mais nada de comum. E quanto ao grito de "é campeão" (naturalmente, entre aspas para se parecer além-texto), só se dá quando o apito encerra a partida ou o baggio da vez manda a bola além mar. (Migué a parte!) Caros acionistas do tempo, quando resolvemos ver a vida nas minúncias das coisas, estamos apenas olhando para onde elas residem de verdade... E danem-se políticas e politicalhas, simplesmente viver o mais breve possível não resolve.
O parágrafo seguinte tende a ser o mais inóspito possível de eventuais catástrofes diárias.
Aquém do dia, sejamos por mais vezes os abolicionistas das ideias fajutas: não escravizemos a ignorância, daremos à esta senhora as nossas doses de idiotices, os menores salários e formas mais oblíquas de corrupção, para depois nos livraramos dela como sempre fazemos de primavera em primavera. Além de tudo, quem não é mesmo um abolicionista da liberdade? Todos nós, engarrafados no mundo capitalistas, desejamos o mais do que podemos ter... (Dane-se!). Poesia não é tudo e dinheiro também não. Corremos o tanto que nossas perdas podem correr, demos o mais e melhor de nós mesmos e hoje estamos velhos. Por tudo isso, quando o alguém que nunca esperamos nos ver sentados à beira da calçada olhando a rua e perguntar o que estamos a fazer, apenas diremos: "fito o tempo".
É o fim... Belo dia a todos.


Um comentário:

  1. Você escreve muito bem! Parabéns!
    Já estou seguindo seus dois blogues!

    Um abraço!

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