domingo, 14 de novembro de 2010

Puro improvável.

A cada dia que passa, o mais improvável se repete.
Invariavelmente, somos todos abduzidos pela mídia, em busca de ar, em busca de tédio ou de qualquer distração insensata que nos faça olhar para a cara do outro e dizer: "vou dormir..." e abrir aquele bocão de "'tô nem aí". Simplesemente, improvável. A rotina é improvável.
Espaço...
Somos os que ainda se remexem na lama do comum e achamos tudo tão bonito. A vitória da Dilma, o menino que viu um gato na árvore... Um bebê. Somos o comum do bom senso e o desuso do alvorecer. Farto, sim, esse cronista que vos fala, está. Quando as teclas me parecem mudas, não há bem o que se tirar delas, mesmo que a batemos com toda nossa força e o "f" fique preso e se repita tantas vezes. Crônica é o que se fala no dia, certo? Mas o dia é tão improvável que fica difícil falar do que não se pode ver. Há ainda algo, de certo, por trás das linhas da televisão ou nas ondas do rádio, mas, confesso, não posso ver assim com essa claridade toda.
Comumente acordo, tomo café (aqui, acolá: não é uma prática usual minha, que o diga minha mulher), assisto tv quando estou em casa (isso é: nunca.). Enfim, o que se há de bom na rotina senão o que é improvável. Prove-me que há vida além da rotina...
Última linha dessa crônica e ainda não vi algo de bom. Talvez ser escritor é ser assim: procurar, só depois, um sentido para tudo que se escreve. Há quem o ache antes mesmo de escrever. Mas, não espere que esse cronista que vos fala, coloque lenha na fogueira das vaidades com coisas usuais e domínio público. A mídia está aí, e a opinião pública também.
Seja o que Deus quiser... Se assim for, ateísmo a parte (de alguns leitores) seja o que quer o acaso.
Na dúvida, liguem...

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